O Enigmático DC-3
Ah, o famoso DC-3! Este avião, que já atravessou os céus do Brasil, merecia estar em um estado de conservação de deixar qualquer um de queixo caído. Imagine só poder admirar de perto esse gigantesco pássaro de metal que desbravou os rincões mais isolados do país! Ele não apenas transportou malotes do Correio Aéreo Nacional, como também levou dinheiro, medicamentos, passageiros e encomendas de tudo quanto é tipo. Tudo isso a partir do movimentado Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ajudando a conectar e a desenvolver regiões como o Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
Um Cenário Incrível
Agora, a única coisa que se pode classificar como vantagem quando se tem um DC-3 estacionado em uma área central de São Paulo é o belíssimo cenário que faz parte do fundo da foto: o famoso edifício Altino Arantes, também conhecido como “prédio do Banespa”. Esse ícone da cidade faz com que qualquer clique seja digno de um cartão postal global! E foi justamente essa paisagem que me incentivou a buscar mais informações sobre o DC-3. Meu fiel escudeiro nessa aventura foi o amigo Wanderley Duck, que me mandou um texto super interessante do antigo aviador Camilo R. C. Fernandes Costa.
Histórias do Passado
Camilo compartilha que, dos treze mil DC-3 fabricados pela Douglas lá em Long Beach, na Florida, muitos estão hoje em museus ou hangares. Porém, acredite se quiser: ainda existem cerca de 400 DC-3 ativos no mundo! No Brasil, esses guerreiros do ar começaram a operar em 1935 e tiveram mais de trinta anos de glória. A Pan Air do Brasil chegou a ter nada menos que 23 DC-3, enquanto a Real Aerovias contou com 70 belezuras dessas. A Varig os utilizou até 1973, e a Vasp também fez história com eles na Rede de Integração Nacional, ajudada pelo governo federal.
A Magia das Viagens de Antigamente
Ah, as viagens aéreas da época! Os DC-3 tinham um charme irresistível, com 28 assentos divididos em 14 fileiras, mais um lugar reservado ao comissário de bordo. Camilo nostálgico nos traz à mente que as pessoas viviam a expectativa e o glamour a bordo, afinal, viajar de avião era um evento em si! O custo das passagens era elevado, e a atmosfera nas aeronaves era recheada de romantismo. Mas as aventuras não paravam por aí!
Desafios nas Nuvens
O DC-3 não voava muito alto – não passava de três mil metros de altitude por não ser pressurizada. Isso significa que os pilotos enfrentavam tempestades de frente, com raios e trovoadas a todo vapor! Para ter uma ideia da jornada, uma viagem do Rio de Janeiro até Natal levava a impressionante quantia de oito horas. E se quiséssemos ir de São Paulo a Rio Branco ou São Luís? Prepare-se para dois dias de viagem, com paradas para pernoite em lugares como Cuiabá ou Goiânia, sempre aproveitando as belezas do céu durante o dia!
Fonte original: www.estadao.com.br
